Neste vídeo, vamos te mostrar um guia passo a passo completo sobre como criar e vender um livro de histórias infantis usando a poderosa combinação do ChatGPT e do Leonardo AI. Aprenda desde a geração inicial de texto até a publicação na Amazon KDP. Descubra dicas e truques para aprimorar seu conteúdo, verificar a autenticidade, evitar plágio e criar um livro visualmente atraente com a ajuda do Canva e do Leonardo AI. Você também receberá orientações sobre o ISBN, ajudando você a decidir entre o gratuito da Amazon ou um próprio. Prepare-se para embarcar em uma jornada de criação e publicação de livros infantis de sucesso! Siga-nos nosso canal do YouTube para ter acesso a mais conteúdos como esse!
Crie Personagens Consistentes (Poses e Expressões) para Livros Infantis com IA (Vídeo)
Crie personagens consistentes para livros infantis a partir de Inteligência Artificial (Leonardo ai e SeaArt). Esse vídeo vem de encontro de demandas de autores que buscam soluções para gerar imagens para os seus projetos de livros infantis a partir de IA. Pensando nisso, criamos esse tutorial completo mostrando como gerar personagens (várias poses) e cenários consistentes utilizando e fixando a SEED de imagens geradas, além de mostrar algumas dicas e uma visão geral das plataformas Leonardo AI e SeaArt. Siga-nos nosso canal do YouTube para ter acesso a mais conteúdos como esse!
Como Criar um Livro para Colorir usando IA e o Canva (Vídeo)
Neste vídeo, vamos mostrar passo a passo como criar um incrível livro para colorir utilizando a inteligência artificial (IA) e a plataforma Canva. Se você é um amante de desenhos e quer explorar a magia da coloração, este tutorial é perfeito para você! Primeiro, vamos mergulhar no mundo da IA e como ela pode ser aplicada na criação de desenhos exclusivos para o seu livro. Explicaremos como a IA pode gerar imagens personalizadas com base nas suas preferências, transformando suas ideias em realidade. Em seguida, vamos guiar você através do processo de criação no Canva, uma ferramenta online poderosa e intuitiva. Mostraremos como criar páginas atraentes, adicionar imagens de alta qualidade e personalizar elementos para tornar o seu livro único e cativante. Além disso, compartilharemos dicas e truques para tornar a experiência de colorir ainda mais divertida e prazerosa. Afinal, um livro para colorir não é apenas sobre desenhar, mas também sobre relaxar e liberar a criatividade. Esteja preparado(a) para se surpreender com os resultados incríveis que você pode alcançar! Independentemente do seu nível de habilidade, você poderá criar um livro para colorir autêntico e impressionante. Então, junte-se a nós neste tutorial e descubra como unir IA e o Canva para criar um livro para colorir que vai encantar crianças e adultos. Não se esqueça de compartilhar o vídeo com seus amigos que também adoram arte! Siga-nos nosso canal do YouTube para ter acesso a mais conteúdos como esse!
Do alto do terminal da Folha 32
Para Viviane Corrêa Santos Meus versos amputados rastejam-se sobre finas lâminas de navalhas. A cidade média de papel suspenso ora eleva-se no horizonte; ora alinha-se ao nível dos rios Itacaiúnas e Tocantins. Marabá de minhas certezas desesperadamente pretendidas certas, cujo trem abarrotado de esperanças contraditórias leva e eleva e suprime infinitos gritos inaudíveis de tudo o que seu solo já não pode oferecer. E do alto do terminal da Folha 32, o Itacaiúnas manda seu cheiro e frescor enquanto você, meu Amor, avança pela deserta e bem pavimentada Transamazônica. A cidade toda iluminada se estende como um grande lençol cintilante sobre um imenso corpo irregular. Enquanto o ônibus atrasado alinha-se à baia de embarque trazendo-me uma terrível solidão. E o desejo de não embarcar destroça-me retrocedendo os momentos de paz que é possível alcançar plenamente nos braços de quem amamos. (Marabá – PA, 14 de dezembro de 2014) Texto e foto: Walter Rodrigues.
Belém encharcada
De suas mangueiras gotejantes, Belém encharcada, aos seus céus de chumbo, pleno de chuva, nos agasalhamos no hermetismo contemplativo de nosso individualismo coletivo. Ensimesmados, sempre desconfiados, belenenses. O bem-te-vi tristonho canta solitário. Cinzento dia na metrópole. Vento morno, cheiro de asfalto molhado, chuva constante, pensamento distante. (Walter Rodrigues)
Prólogo dos Meus 22 Anos
Por que ainda se escrevem livros de poesias? A cada verso escrito, a cada rima traçada (de forma ingênua ou sátira) esvai o eterno dizer-se dizendo o que de outra forma não poderia ser dito. Exceto por suspiros e olhares perdidos. O despir-se de inumeráveis máscaras marcadas nesse incessante procurar da verdadeira face. Possível? Catarse, talvez exorcismo. Mas para que se escrevem livros de poesias? Para gritar nas linhas e entre linhas, cuspir para o alto, mesclar-se. Correr em desespero para chegar primeiro a lugar nenhum e, estando lá, executar o plangente e sofredor tango argentino e dançar sozinho. Comer estrelas sujas e vomitar inúmeros gnomos endoidecidos, buscando colher as flores de um jardim ensanguentado de desejos pré-moldados, enquanto os anjos trepam, às escondidas, em asteroides peregrinos. Para fazer sentir, sentindo-se… Publicado originalmente em 01 de agosto de 2008. Belém-Pará.
Henry Miller: literatura e sexo em busca do dizer desenfreado
Henry Miller, Um militante contra a hipocrisia Poucos escritores causaram tanto escândalo em seu tempo, e mesmo além dele, quanto o americano Henry Miller. Nascido em 1891, Miller escolheu Paris para viver, mas não como os bem sucedidos autores que residem na Cidade Luz, usufruindo da fama. Henry Miller tinha quase 50 anos quando publicou seu primeiro livro, Tropic of Cancer, uma narrativa confessional como as de Santo Agostinho ou Rousseau, mas baseada em suas experiências com as prostitutas francesas. Nenhum escritor soube valorizar tanto a putaria como ele. Havia um rito sacro e mistérios cósmicos em cada trepada descrita. O sucesso foi imediato, e a censura também. O livro foi proibido em várias partes do mundo, e foi o que o promoveu, é claro. Na década de 30 a descrição crua do sexo, embora apaixonada e sincera, feria suscetibilidades. O livro passou a ser referência para masturbações adolescentes, e sua dimensão artística foi sufocada. Mas Miller chegara para ficar, e logo lançou “Tropic of Capricorn”. A sexualidade desenfreada Para Henry Miller, descrever os homens em seu sexualismo extremo era uma obrigação da literatura moderna, conforme suas próprias palavras numa entrevista: “na realidade pouca revolta de qualquer espécie é permitida ao homem moderno. Ele já não age, ele reage. Ele é a vítima que, afinal, veio a ser apanhada na sua própria armadilha”. Em seus livros, Miller dá ao sexo uma dimensão sacra. Os personagens chafurdam na lama, são descritos com franqueza quase pornográfica, mas com tal naturalidade de estilo e humor que assumem uma grandeza indiscutível. A crítica literária européia saudou Miller como a culminância de uma corrente literária que remonta ao século XVIII. A crucificação encarnada Henry Miller tornou-se um clássico absoluto quando publicou a trilogia “Sexus, Plexus, Nexus”, que ele chamou “A Crucificação Encarnada”. Como nos outros livros, esses romances narram trechos de sua própria vida, embora ele negasse. Sobre seu processo, declarou: “fiz uso, ao longo desses livros, de irruptivos assaltos ao inconsciente, tais como sonhos, fantasia, burlesco, trocadilhos pantagruélicos, etc, que emprestam à narrativa um caráter caótico, excêntrico, perplexo”. Tudo isso é verdade, mas também o é que Miller vivia na pândega e descrevia isso. Bancarrota espiritual O que faz afinal com que a literatura de Henry Miller seja forte, crua, sem ser vulgar, pornográfica? Aliás, essa é uma matéria para se colocar na discussão: o que é pornografia? Ou ainda, o que configura um texto pornográfico? Bem, Miller costumava dizer que vivemos numa bancarrota espiritual. O que ele queria dizer com isso? Que o homem se afastara de sua dimensão profunda, e só a liberação da carne poderia conduzir-lhe de volta ao convívio com a própria alma. As prostitutas, por rifarem o seu corpo com tal desprendimento, seriam as mais puras porque nada mais lhes restava que não a dimensão espiritual. Uma tese ousada, mas que Henry Miller, o americano boêmio que rolava pelas ruas de Paris, defende com brilhante prosa de ficção. Os discípulos Henry deixou uma legião de discípulos em todo o mundo, existe até um grego que mora na rua Prado Júnior, no Rio de Janeiro, chamado Alexei, se não me falha a memória, que tem vários livros em seu estilo, e foi casado com Elke Maravilha, sua musa nos romances. Mas outros mais famosos também admitem a filiação estilística, o poeta e prosador inglês Lawrence Durrel é um deles. Escritor de alto nível, é mais sofisticado do que Miller, e escreveu uma obra prima chamada “O Quarteto de Alexandria”. Outro que lembra muito Miller é Charles Bukowski, americano que viveu também na sarjeta do sexo e do álcool. Enfim, o mundo nunca mais será o mesmo depois de Henry Miller. Vale a pena lê-lo, ainda hoje. O que há para ler: A maioria de seus livros ainda pode ser encontrada nos sebos da cidade; são eles: Trópico de Câncer, Trópico de Capricórnio, Sexus, Plexus e Nexus, Sexo em Clichy e Pesadelo Refrigerado (impressões dos EUA). Um pouco sobre Henry Miller (1891-1980) Henry Valentine Miller (Manhattan, New York, 26 de Dezembro de 1891– Los Angeles, 7 de Junho de 1980), escritor norte-americano. Seu estilo é caracterizado pela mistura de autobiografia com ficção. Muitas vezes lembrado como escritor pornográfico, escreveu também livros de viagem e ensaios sobre literatura e arte. O autor foi homenageado pelo célebre crítico Otto Maria Carpeaux em prefácio para o livro O Mundo do Sexo, editora Pallas 1975, Rio de Janeiro. Uma de suas amantes foi a escritora Anais Nin. Há um filme ficcional sobre o período da vida em que eles se conheceram, Henry and June, baseado nos diários de Anaïs. (Fonte: Wikipédia)
Poema “Foi assim” de Paulo André e Ruy Barata
Foi assim, Como um resto de sol no mar, Como os lenços da preamar, Nós chegamos ao fim. Foi assim, Quando a flor ao luar se deu, Quando o mundo era quase meu, Tu te foste de mim. “Volta, meu bem”, murmurei. “Volta, meu bem”, repeti. “Não há canção nos teus olhos, Nem amanhã nesse adeus!” Horas, dias, meses se passando E, nesse passar, uma ilusão guardei: Ver-te novamente na varanda, A voz sumida e quase em pranto, A murmurar “meu bem, voltei”. Hoje essa ilusão se fez em nada E a te beijar outra mulher eu vi, Vi no seu olhar envenenado, O mesmo olhar do meu passado e soube que te perdi. (Paulo André e Ruy Barata) Compartilho esses lindos versos dos poetas Paulo André e Ruy Barata. O poema “Foi assim” foi musicado, gravado em disco pela Polygran e interpretado pela cantora Fafá de Belém. E também foi trilha musical de novela e filme. ____________________ Imagem de kordula vahle por Pixabay Você pode se interessar também por DÈJÁ VU .
Os múltiplos eus de Fernando Pessoa
Fernando Pessoa foi uma das vozes mais importantes da poesia universal. Seus textos refletem o “histeroneurastênico”, como o poeta se autodefinia, apaixonado por ocultismo, filosofia, por estudos de psiquiatria e psicanálise. Autodidata de grande erudição, Fernando Pessoa constituiu um caso único de desdobramento de si mesmo em outras personalidades poéticas. Este fenômeno é conhecido como heteronímia, ou seja, a capacidade de desdobrar-se em poetas imaginários. Fernando Pessoa nasceu em 1888, em Lisboa, vindo a falecer na mesma cidade, em 1935, com apenas 47 anos. Embora tenha participado intensamente das publicações do Modernismo português, seu único livro publicado em vida foi Mensagem, (baixe a obra Mensagem de Fernando Pessoa aqui!) obra com a qual participou de um concurso de poesia do Secretariado de Propaganda Nacional, em Lisboa, em 1934, pouco antes de morrer. Dentre esses heterônimos de Fernando Pessoa, que são diversos, estão os mais conhecidos da obra do autor: Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro. Álvaro de Campos: o poeta das sensações do homem moderno. Multipliquei-me, para sentir, Para sentir, precisei sentir tudo, Transbordei, não fiz senão extravasar-me, Despir-me, entreguei-me, E há em cada canto da minha alma um altar erguido a um deus diferente. (Trecho do poema “Passagem das horas”) Ricardo Reis: o poeta neoclássico Fragmento 1 Para ser grande, sê inteiro: nada. Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alva vive. Alberto Caeiro: o poeta-pastor O rebanho é os meus pensamentos E os meus pensamentos são todos sensações. Penso com os olhos e com os ouvidos E com as mãos e os pés E com o nariz e a boca. (trecho do poema “Sou um guardador de rebanhos”) Além de Mensagem o poeta escreveu: “Poemas completos de Alberto Caeiro”, “Odes de Ricardo Reis”, “Poesias de Álvaro de Campos”, “Poemas dramáticos”, “Poesias coligidas”, “Quadras ao gosto popular”, “Novas poesias inéditas” entre outras obras, incluindo, textos em prosa. __________ Fonte:BB Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. Foto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Pessoa
OS ENCANTOS DO SOBRADO SOBERANO
O sol estampava-se sobre os antigos prédios da Rua Siqueira Mendes – Cidade Velha. O sol queimava-me a pele. O sol refletia-se nos para-brisas dos carros estacionados. O sol incendiava-se nos azulejos de estrelas menores, azuladas estrelas de oito pontas numa fachada austera e ampla. Portas e janelas com detalhes em arcos plenos e com chanfros, um largo balcão em grade de ferro batido, faustosamente trabalhado, apoiado por bacia frisada em massa. Dois andares decorados em relevo e com requinte, duas águias de ferro tentando bancar as ameaçadoras, no entanto, seus olhos inspiravam tristeza e melancolia. Suas asas amplamente abertas. Seus bicos pendiam a frente de forma insolente e, neles, traziam duas luminárias antigas. Tristes seres de ferro guardiões de algo deteriorado e perdido no esplendo de um tempo passado. No topo do prédio, acima dos telhados coloniais, centralizado entre dois grandes pináculos, um medalhão em massa a trazer em si a ilustração em relevo de uma humana e graciosa face jovem rodeada pela inscrição: “FABRICA SOBERANA HILARIO FERREIRA & CIA., LTDA” Então, o tempo fechou-se. Nuvens cinza sufocaram e sequestraram o sol. O céu desabou. Corri para o outro lado da rua e entrei num bar próximo. – Uma dose de conhaque – pedi ao senhor do balcão. – Que chuva, não? – comentou ele. – Pois é – respondi. Enquanto isso, eu aguardava a chuva passar, mas ela não passava. Onde estaria Dora Ruth? Com aquele aguaceiro duvidava muito que ela apareceria ali. Ficamos de nos encontrar para juntos conhecermos a Fábrica do Guaraná Soberano internamente e recolher alguns preciosos dados que pudessem nos servi de base para elaboração deste texto. Estava anoitecendo e provavelmente a fábrica fecharia daqui a alguns minutos. Então servir-me de mais doses e resolvi não pensar mais no assunto. E a chuva escorria sobre os azulejos decorados da fábrica e sobre as faces das águias. Tive a impressão de que uma das águias me olhava. Senti um friozinho a percorrer-me a espinha e, tomado pela curiosidade sinistra que somente o medo é capaz de inspirar, resolvi corresponder aquele suposto olhar. Aquele olhar desequilibrou-me; lágrimas escorriam daqueles tristonhos olhos de ferro e desciam pelo seu bico espalhando-se sobre a luminária antiga. Então, aquele sombrio início de noite fora clareado, instantaneamente, por um extenso e luminoso relâmpago e, quando os meus olhos novamente puderam definir contornos e profundidades, me deparei diante de uma “nova” e retrograda realidade. … O rio Guamá aos fundos a exalar lembranças de antepassados aventureiros enquanto um crepuscular, resignado vento lasso lambia o calçamento em calcário de lioz da estreita e aportuguesada Rua Norte à Freguesia da Sé. As luminárias aguardavam mais uma arejada noite a fim de exercerem suas funções. E, de repente, a imagem daquele soberano sobrado datado do final do século XVIII. Suas medidas: 2.200m², fixado em um lote regular de aproximadamente 14 m de largura e imensa profundidade a fazer limite com o rio Guamá, uma imponente construção que se aproveita de cada milímetro do terreno, alinhando-se, impecavelmente, à via pública. Propriedade primária de Engenheiro Olympio Leite Chermont, filho de Antônio Lacerda, o Barão e Visconde de Arary, o prédio é composto de três etapas distintas: a parte frontal, com fachada à Siqueira Mendes; a parte posterior, com fachada ao rio Guamá e a ala central, responsável pela união das duas citadas partes. A fachada principal desfila pomposa em um neoclassicismo que, apesar de tardio em Belém, fora bastante expressivo devido aos exorbitantes lucros obtidos pela borracha no mercado internacional. Inúmeros retoques foram feitos nessa fachada sem que esta perdesse sua configuração original, embora em maior escala tenhamos hoje o ecletismo. Já a fachada posterior, nos inspira sonhos de mil e uma noites com suas linhas rígidas e portas e janelas com vãos em arcos abatidos lanceolados. Observável influência mouristica. E então, uma rica e ornamentada escada confeccionada em madeira de lei. Resolvi subi-la após alguma hesitação. Um estreito tapete velho deitava-se com luxo sobre os degraus. Já no segundo andar, no salão principal e no hall da escada, o assoalho trabalhado em madeira de acapú e pau-amerelo, dispostos de tal modo a formar figuras geométricas assim como estrelas de várias pontas. O forro, igualmente ornamentado com tais imagens, embora menores, entretanto, com maior variedade de cores: branco, amarelo, cinza. Entre conversas animadas, lavavam-se e rotulavam-se garrafas. Um amplo e iluminado salão, divido em várias secções, exibiam, em fileira, o mais moderno maquinário de então. A presteza e a eficiência do trabalho e, a luz natural que emanava das imensas janelas de duas folhas, derramava-se sobre os semblantes de funcionários satisfeitos. E, presidindo tudo isso, lá estava ele, bem ao centro da fábrica, com suas mãos firmes a apoiar-se no gradil ornamentado e, daquela retangular abertura no segundo andar comunicava-se com o coração da fábrica, no primeiro andar. Era o Sr. Hilário Augusto Ferreira, pioneiro na exploração industrial do guaraná no Pará e fundador da Fábrica Soberano. Nascido em Melgaço do Minho, Portugal em 1898, Hilário mudou-se para o Pará quando contava com seus 14 anos. De garrafeiro a industrial de sucesso, a vida desse industrial fora dedicada a sua fábrica. E o sucesso do Guaraná Soberano da Fábrica Soberana fora tão estrondoso que a mesma passou a ser chamada de a Fábrica do Guaraná Soberano. Embora ainda viesse contar com as marcas: Kola, Laranjada, Genebra Soberano, Vermouth, Água Soda, Água Tônica, Ginger-Ale e ainda: Cachaça, Vinagre e Álcool Soberano. A voz que fala e canta para planície. (…) A sorte encontrou seu endereço. Pude apanhar no ar estas frases numa esquina estreita. Era noite, entretanto, a rua estava movimentada. Moradores atentos diante dos rádios. E a casa premiada é… 150! Gritos histéricos vindo de uma casa próxima. Alguém havia faturado algo. Antônio Rocha a apresentar nas noites de Domingo o programa “A sorte encontrou seu endereço”. Um caminhão cedido pelo patrocinador a servir como palco, onde artistas da terra e até de outros estados apresentam seus shows. A Rádio Clube cuida da organização estrutural
